Aposentado acusa PMs de Itabira de perseguição e recorre à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia

16/12/2009

A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais vai pedir providências ao Comando da Polícia Militar em relação a policiais da cidade de Itabira, acusados de perseguir e ameaçar o aposentado José da Conceição Madeira, de 47 anos. O aposentado procurou o presidente da Comissão, deputado Durval Ângelo (PT), na última sexta-feira (11/12), para pedir ajuda, alegando que, desde novembro de 2008, vem sendo perseguido pelos policiais, por tê-los denunciado ao Comando.

Segundo o relato do aposentado, em 11/11/2008, cinco PMs, em duas viaturas, chegaram ao comércio de seu filho, uma “lan house” no bairro Gabiroba e, alegando apurar uma denúncia de tráfico de drogas no local, agiram de forma arbitrária e truculenta. Os policiais teriam colocado adolescentes sob a mira de escopetas, bem como empurrado e agredido clientes que estavam na loja. O filho de José Madeira, Geraldo Madeira Nunes, ao tentar argumentar com os PMs, teria sido detido arbitrariamente. Devido ao ocorrido, o aposentado denunciou os policiais que participaram da operação ao Comando da PM, sendo que também outros proprietários de comércios da mesma natureza teriam denunciado truculência dos policiais em operações semelhantes. Desde a denúncia, então, argumenta o aposentado que tem sido alvo de ameaças.

Um episódio que caracterizaria a perseguição teria ocorrido em 1º/02 deste ano. Relata José da Conceição que policiais militares estacionaram duas viaturas em frente a um imóvel de sua propriedade o qual aluga para o funcionamento de uma padaria. Após ter recebido reclamações do inquilino, o aposentado teria tentado convencer os policiais a estacionarem em outro local. No entanto, ao ser reconhecido pelos PMs como a pessoa que havia feito denúncias anteriores ao Comando, José da Conceição teria sido agredido e algemado de forma violenta, chegando a ter um dos dedos da mão quebrado. Segundo o aposentado, os policiais o teriam arrastado até o hospital de forma humilhante, levando-o em seguida para a delegacia, sob protestos de várias pessoas que o conheciam.

Novamente, José da Conceição fez representação contra os policiais junto ao Comando e, em função disso, as denúncias e perseguições aumentaram. Afirma ele que tem recebido telefonemas ameaçadores e recados enviados através de terceiros, segundo os quais ele “vai pagar”, por ter “sujado” as fichas funcionais dos policiais e, por várias vezes, teve seu carro fechado na rua por viaturas policiais. Também está sendo processado por três dos PMs envolvidos nos episódios, por danos morais. Ele reclama, ainda, que tentou pedir providências ao Ministério Público local, mas a promotora teria se recusado a receber sua denúncia.

Tendo em vista os fatos relatados pelo aposentado e declarações de pessoas idôneas da cidade em favor de José da Conceição, o deputado Durval Ângelo além de solicitar formalmente providências ao Comando-geral da PM, encaminhou o caso à Ouvidoria de Polícia e à Ouvidoria do Ministério Público.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Gabinete do deputado estadual Durval Ângelo (PT)
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Darcy Emídio
Rádio Globo Barbacena